quarta-feira, 23 de julho de 2014

Singapura, cidade no futuro




Singapura é uma cidade no futuro. Tudo é grande, limpo, metálico, há pontes e passadiços, e passagens subterrâneas...E edifícios futuristas, altíssimos, com design elegantíssimo, vizinhos de casas pequeninas, estilo colonial inglês ou chinês...e há gente, gente, gente... Sempre a comer em food centers, muito chiken rice... E! céus! Muito calor e muita humidade! Como se estivéssemos dentro de uma gigantesca estufa com um fortíssimo cheiro a terra de flores. Sim, até a comida me sabe a flores! E perceber o inglês com pronúncia chinesa... Ai, ai, ai! Muito difícil, até porque todos tendem a concordar contigo, se pensas que é por ali, ninguém te diz que não... 
Agora que já fomos comer um rojak (legumes fritos com molho de amendoim) ao Food Center Maxwell (que deve ter inspirado o Mercado da Ribeira versão portuguesa), e que visitámos as relíquias dos dentes do Buda no Templo Budista do Bairro Chinês, vamos fazer um passeio pelo Marina Bay.




















Negambo, a cidade do peixe seco




Chegadas ao Srilanka, uma ideia fixa: conseguir sair do aeroporto para aproveitar o tempo de 6h de espera pelo avião que nos levaria a Singapura. Não foi fácil... A Nádia bem tentou negociar um cigarro ao ar livre... E nada! Mas entre os sorrisos de sari das elegantíssimas funcionárias da imigração, lá conseguimos uma solução de compromisso...e já temos o carimbo do Srilanka no passaporte! 
Fomos de táxi a Negambo, a 12km do aeroporto...  a cidade do peixe seco. 
Muitos barcos no rio e no mar, com velas ocre quadradas, e quilómetros de peixe a secar no areal da praia. Barcos que saem, barcos que entram, enquanto homens, mulheres e corvos retiram das redes minúsculas petinguinhas. 
Vimos uma cerimónia hindu, cheia de fumos e de cânticos e uma igreja dedicada à Nossa Senhora, muito bonita, branca, fresquinha de tão alta e arejada. Entrámos num templo budista, com guia e sem fiéis, cheio de figuras atentas do Buda, muitas vezes representado morto, deitado, na sua figura feminina de olhos semicerrados (se os olhos estivessem completamente fechados estaria a dormir!).
Ainda tivemos de fugir de um jardim de plantas medicinais onde o guia queria por força oferecer uma massagem à Nádia e de comprar na berma da estrada líchias angelicais, vermelhas, em forma de ouriço de castanha, e ver a cidade de Colombo e o seu imenso lago de longe.
De Portugal soubemos que o nome Colombo foi dado pelos portugueses e significa "porto com árvores frondosas" em cingalês, a língua do Srilanka, de belos caracteres, redondos como nuvens de incenso. Nessa grande cidade, a maior do Srilanka, a zona central é conhecida por "Fort", devido à presença portuguesa, assim nos informou o motorista de taxi, Dinish Pereira...

















 

Dubai e as tâmaras

Na viagem de Lisboa para o Dubai separaram-nos... A Nádia e as suas companheiras de voo adormeceram antes da descolagem e só acordaram quando o comandante avisou que já se podia desapertar os cintos. 
Já eu, que seguia na fila mais adiante, na companhia de três muçulmanos que cumpriam jejum, não tive um minuto de descanso. Primeiro, porque me custou comer sozinha as pequenas maravilhas que a hospedeira trouxe, ante os olhares de cobiça de Carbi, o homem do Bangladesh a trabalhar em Portugal, e de Asmah e da sua avó, a caminho de  Moçambique. Só eu comia, enquanto a avó rezava o tempo todo perante um colorido e grande Corão, ilustrado, aberto sobre a mantinha do avião que lhe aquecia as pernas. Rezava e olhava para mim. O neto ouvia música, mudava freneticamente de canal, e claro, olhava para mim. Carbi asistia a todos os musicais disponíveis da sua terra, e penso que não viu nenhum até ao fim porque, claro, olhava para mim... E quando, finalmente, o sol caiu dentro do avião, trouxeram-lhes o almoço, que comeram, loucos de felicidade! Acabaram-se as rezas, as músicas e os filmes.... e todos me ofereceram as suas tâmaras. E deixaram de olhar para mim!
À chegada, nos monitores individuais destes aviões da Emiratos, pudemos acompanhar a aterragem através das câmaras instaladas sob e na frente do avião - só mais um luxo a somar às toalhinhas quentes para humedecer o rosto e às casas de banho onde há um macio creme hidratante e perfume de tâmaras...
No Dubai só houve tempo para percorrer as distâncias intermináveis do aeroporto até à porta do avião para o Srilanka. E num fotão (sem termos tempo de avistar uma só tâmara) deixamos o Dubai, catedral do capital, ponto de luz asséptico do deserto.


Na fila para o Dubai ...



2 comentários:

  1. Filha desejo-vos uma boa viagem, nesse país de sultões!

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  2. Levaste as toalhitas Nádia? Boa viagem para as duas e um beijinho rechonchudo e sonoro para a Nádia.

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