domingo, 24 de agosto de 2014

Kelimutu, o vulcão da sorte

Tivemos sorte. Fomos ao Kelimutu e vimos as crateras. Um só dia e uma só noite, às 4 da manhã lá estávamos e o habitual nevoeiro descobriu-se, só para nós. Tivemos sorte, muita sorte, nós e o resto do mundo que, por sinal, ainda não tinha aparecido nas Flores. Mas cá estava ele, no cimo do vulcão com as três crateras, a de águas negras, onde estão os antepassados homens, a de águas vermelhas, mulheres, e a de águas turquesa, crianças.







Este bocadinho de resto do mundo é constituído pelo nosso guia, Fian, pelo condutor, Anti, e pelos nossos companheiros de estrada, os andaluzes Maria e Manuel


Em Wuring, aldeia de imigrantes das Celebes






Tambem nas Flores se celebra a Merdeka!





Isaque, de Timor Leste, ouviu-nos falar, acercou-se e disse
-É um prazer poder falar português com portugueses.
Assim mesmo, e tal qual como os outros seus conterrâneos que viríamos a encontrar, imigrantes na ilha das Flores.



Trata-se de uma senhora numa banca de mercado a mastigar um preparado formado por uma noz, uma folha e um pó branco, colocados simultaneamente na boca. Só vimos mulheres a mastigá-lo
- Tem de ser sempre só num dos lados da boca,
explicou-nos. E além do efeito excitante (da folha) e calmante (da noz e do pó), a metamorfose que acontece no rosto é um valorizadíssimo critério de beleza,
-Lipstick! Lipstick!
... e exibe o seu mais belo e vermelho sorriso!










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